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Entrevista - JF Carnide

  1. Quem teve a ideia de uma mascote para a cidadania?
  2. Foi uma criança de Carnide que há muito tempo atrás teve a ideia e que me desenhou. Depois o sonho dela tornou-se realidade, a Junta concretizou e criou essa mascote. O Sou. 

  3. O que significam as cores escolhidas?
  4. Sou azul e verde porque são as cores do planeta terra. Porque eu gosto de cuidar do planeta terra. Ajudo os amigos a aprenderem a tratar bem do nosso planeta, a poupar a água, a não deitar o lixo para o chão, a ser um bom cidadão do nosso planeta. E também tenho esta cor verde porque representa a tranquilidade. Eu sou muito tranquilo e gosto de estar em tranquilidade, gosto de resolver os problemas de uma forma tranquila, a conversar.

  5. Que outros projectos têm para a juventude?
  6. Projectos há muitos. Tanto os nossos como aqueles que nos são propostos pelas nossas associações. Nós temos um movimento associativo muito forte. Existem muitas associações, desde associações ligadas à cultura, outras ao desporto, muitas a trabalhar especificamente com os jovens. Muito trabalho que é feito na Junta não é feito necessariamente pela Junta. Nós achamos que a Junta não tem de se substituir às instituições que já existem. Portanto, muitas vezes o nosso trabalho é apoiar o trabalho dos outros, para que os outros tenham condições ou o estímulo para desenvolver esse trabalho. Temos, felizmente, aqui na freguesia, associações muito dinâmicas. Podemos falar, por exemplo, a Associação Nacional de Futebol de Rua, é um projecto muito interessante para a juventude e que trabalha não só no bairro Padre Cruz como também, mais recentemente, na Horta Nova. Eles fazem um trabalho muito interessante com os jovens utilizando o desporto, como forma de captar e interessar os jovens. Por detrás disso vem muita coisa, vem o apoio ao estudo, à construção de uma carreira no futuro, a procura de emprego, uma série de coisas… Nós, como Junta, temos vários projectos nossos, sempre em colaboração com essas associações. Não acreditamos no trabalho isolado. Por exemplo, no ano passado desenvolvemos com eles dois projectos. Um com os jovens de Carnide, no sentido de perceber o que fazem e gostariam de fazer nos tempos livres. Isso interessa-nos, gostamos de saber o que os jovens pensam, porque nós podemos estar enganados. Não sou jovem há muito tempo, já tenho 44 anos.

  7. E o outro projecto de que falou?
  8. O outro projecto tem a ver com o envolvimento da juventude no movimento associativo. Como digo, em Carnide existem muitas associações que, se calhar, vocês não conhecem e que já desenvolvem trabalho em áreas que vos dizem respeito. Em primeiro lugar, explicamos em que consiste o movimento associativo, como é que os jovens podem fazer a diferença. Os jovens não têm de estar à espera que as coisas sejam resolvidas, podem envolver-se e fazer parte da mudança. E o movimento associativo é uma das formas mais ricas de o fazer. Porque estão a fazer algo de que gostam também, porque há coisas para todos os gostos. Há associações para a cultura, para o teatro, para o desporto, o desporto radical, e podem fazer a diferença com as associações existentes. Ou então, podem eles próprios criar uma associação. Imaginem que vocês têm um gosto muito especial por uma actividade e não existe, em Carnide ou no país, uma associação dedicada a isso. Agora vou brincar um bocadinho. Imaginem que adoram aquários e peixes e vêm que não existe na vossa zona uma associação para a aquariofilia, para o gosto pelos peixes. Daí que a nossa ideia seja ir às escola, explicar o que é o movimento associativo, dizer quais as associações que existem e qual é a forma de serem vocês próprios a criarem uma associação se for essa a vossa orientação.

Edição da entrevista:
João Meireles
Kevin Fonseca


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